
Com a decisão unânime de ontem do Supremo Tribunal Federal, relações estáveis homoafetivas têm o mesmo status daquelas heteroafetivas. Sabe o que isso significa? Que casais gays agora têm direito a herança, pensão, a serem incluídos no planos de saúde dos cônjuges, a terem seus nomes e sobrenomes nas certidões de nascimento de seus filhos (adotados ou não), ou seja, todos os direitos que um casal heterossexual tem numa união estável. Viva!

Com votos lindos, e até poéticos, nossos Excelentíssimos Ministros preencheram as lacunas deixadas pelo inerte e omisso Congresso Nacional e disseram: todos são iguais perante a Constituição. Não importa raça, credo, cor, religião ou orientação sexual. A lei é igual para todos e o amor é amor, independentemente de quem ama. E como disse Ayres Brito em seu brilhante voto, “que não se separe por um parágrafo o que a vida uniu pelo afeto”.

Agora é torcer para que seja conferido um último direito aos casais homossexuais: a união civil, para que possam ir ao um cartório e dizer “sim, aceito”, na frente de um juiz. Ou, melhor ainda, para que o juiz celebre, na presença de familiares e amigos, uma cerimônia linda, cheia do glamour que o amor confere aos casais apaixonados, sem discriminação de gênero. E claro, com um Divino Buquê.

“E a gente vive junto
E a gente se dá bem
Não desejamos mal a quase ninguém
E a gente vai à luta
E conhece a dor
Consideramos justa toda forma de amor”
Lulu Santos